300 x 250 Ad Space

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O clamor pela mídia democrática


“As classes dominadas, portanto, tenderão a lutar pela transformação dos órgãos privados e estatais em órgãos públicos, sob formas e mecanismos que evidentemente ainda estão por serem engendrados e desenvolvidos. E finalmente, então, o jornalismo poderá se libertar do seu pior inimigo: a Imprensa, tal como ela existe hoje”. Esse trecho foi retirado do texto que trata os padrões de manipulação da imprensa do jornalista Perseu Abramo, e foi escrito em 1988. Já naquela época, era ainda livre da cibercultura, o comentário era de que o jornalismo iria exigir uma mudança, que as pessoas clamariam pela democracia nos meios de comunicação e por uma informação livre de interesses econômicos ou partidários.
Muita coisa aconteceu na comunicação depois do texto de Abramo. A internet chegou aos lares brasileiros, o acesso à informação foi se tornando cada vez maior e, principalmente, a participação e a influência nos meios foi sendo um fator cada vez mais relevante. Se antes o leitor do tradicional jornal impresso tinha o restrito espaço de cartas ou os bares da esquina para comentar sobre as notícias, hoje ele tem um espaço cibernético, que é muito maior e de alcance ilimitado.
Não são mais só os amigos do bar que vão ouvir os comentários de que a mídia não é um meio imparcial e que está tendendo a um lado partidário, dessa vez, serão pessoas de fora do Brasil, autoridades e os próprios envolvidos no processo de fazer a notícia. A diferença que tal fator traz é enorme. Tão grande, que um leitor insatisfeito é capaz de ver que não está sozinho e clamar por uma cobertura mais democrática. Como Abramo previu, foi exatamente isto que aconteceu.
O momento das manifestações de junho foi o ideal para observar o caminhar de novos rumos da comunicação. As pessoas sabiam que os manifestantes estavam reivindicando contra os baixos investimentos em setores básicos do país, uma crescente corrupção, e , em sua maioria, concordavam com tais protestos. Mas, o que se via nos veículos tradicionais era algo bem diferente do que se esperava. A mídia inicialmente ficou do lado das autoridades e resolveu tratar dos abusos da polícia durante as manifestações como certos e instaladores da ordem, e o povo se revoltou. Não era exatamente aquilo que se queria assistir. A população queria poder ver e ler o relato de cada um que estava participando daquela manifestação e entender o porquê ela havia chegado a mais de um milhão de pessoas nas ruas das capitais paulista, fluminense e mineira.
Mídia Ninja fez sucesso e conquistou
 o público na cobertura das manifestações.
Foto: divulgação
Neste momento, surgiram, tímidos, os coletivos jornalísticos. Enquanto a transmissão tradicional da mídia não agradava, as pessoas podiam entrar em suas redes sociais e se deparar com vídeos quase caseiros, mas com a qualidade de mostrar o que até então não se retratava: o lado dos manifestantes. Grupos como Mídia Ninja começaram a ganhar fama. Os internautas e jovens ativistas sabiam que pelo menos até o momento, os coletivos mostravam uma cobertura isenta e sem qualquer interesse comercial com um grupo específico.
A profecia de Abramo de que no futuro as pessoas clamariam por uma comunicação democrática foi ganhando tons de realidade. Após o episódio da cobertura dos coletivos nas manifestações, a mídia tradicional tomou um tom diferente, viu  e ainda vê que precisa estar mais isenta e agir com  menos interesses. O sucesso não se restringiu só a época das manifestações, outros coletivos surgiram após o episódio e fizeram sucesso. O grupo “A ponte”, do ex-jornalista da Folha André Caramante e de seus colegas de profissão, surgiu com o intuito de mostrar o abuso dos direitos humanos praticados, principalmente, pelas autoridades, e vem funcionando. Um outro modelo de sucesso como a Agência Pública de jornalismo investigativo, também surge com a proposta ambiciosa de fazer matérias investigativas, sem fins lucrativos, mas com uma qualidade elevada.

Se os coletivos jornalísticos vão  ser o futuro da mídia democrática, ainda não sabemos, mas o que se tem a certeza, por enquanto, é de que a população não está feliz com o modelo tradicional da imprensa, e clama por mudanças no mercado da comunicação. E essa mudança estaria ligada a visões democráticas, pluralidade de vozes, o respeito ao leitor e uma qualidade cada vez maior do material publicado. Elementos que a imprensa precisa ainda desenvolver cada vez mais.

Aline Rodrigues Imercio

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Manifestações e a Imprensa



Os protestos de todo o Brasil, vem trazendo um país mais ativo politicamente e uma mídia na defensiva, diante do poder do povo e do clique


As desculpas do Jabor,  os ânimos contidos do Datena, a valorização ao vídeo do Ratinho expondo a realidade do país, Globo hostilizada, carro da Record queimado, Folha com a opinião do povo após ser atingida de frente. Falar que as manifestações que começaram em São Paulo são muito mais que os vinte centavos das passagens (é também a reação do povo democrático) é comum, mas e nossa imprensa? Essa também vem sofrendo as consequências do acordar brasileiro...
O povo brasileiro se junta pela máquina da rede social, Manuel Castells já dizia: as redes sociais virtuais pretendem reiventar a sociedade! E estão! Elas estão sendo usadas da melhor maneira a de não ficar parado, de ir às ruas e de dar um grito de basta a todo e qualquer tipo de manipulação, inclusive a da imprensa.
É fantasticamente curioso ligar a televisão e ver os repórteres falarem, quase que unânimes: “Há atos de vandalismo, mas em pontos isolados, a maioria dos manifestantes segue de maneira pacífica”. Há noção, leitor, do quanto se lutou para que essa imprensa, mesmo que à força, realmente retratasse o outro lado?
Que rádio, televisão, revistas, jornais não simplesmente tratassem desse ato como “uma manifestação que parou a Avenida Paulista, complicou o trânsito da capital e ainda acumulou atos de vandalismo?”


A força do povo não só vem modificando a realidade brasileira no que se refere a participação política ativa, vem também modificando a imprensa,a mídia que deve estar a serviço da sociedade e deve ter uma visão limpa, a imparcialidade é impossível, mas os lados devem ser mostrados e  o telespectador, o ouvinte, o leitor deve ter a liberdade de escolher.
 A qualquer comunicador, a qualquer pessoa fica claro o quão grandioso é ver a nossa vontade, a nossa opinião ser respeitada pelos meios de comunicação. A imprensa bem que tentou colocar o que pensava, de maneira contrária ao povo, mas não conseguiu nos convencer que “o protesto com baderna” é injusto, que os “20 centavos não são nada”, que todo o manifesto  não se passava de “uma imensa ignorância política”...
Pois é a mudança vem acontecendo não só na política a mídia também está aprendendo que pode ser muito ameaçada, caso não respeite às vontades do povo. Que a população tem sim o direito de não concordar com o que é imposto por ela, a imprensa deve entender que a população é que tem o controle e não meia dúzia de opiniões, daqueles que se dizem “entendedores”. Vamos respeitar a raiz da palavra comunicação, a voz comum para todos.
Afinal manipular uma população que não “deixa as águas rolarem” é fácil. Nosso país está acordando e calar a voz de de um Brasil inteiro vem sendo uma tarefa muito difícil.... É mais fácil , humildemente, se retratar e dizer “Amigos, eu errei!”



Aline Rodrigues Imercio

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Um exercício de jornalismo?


Há muito tempo venho observando esse fascínio de todos pelas redes sociais – são amigos da faculdade, colegas mais próximos e até aqueles com que esbarro nos vagões do metrô. Todos vidrados na internet, que agora tem potencialidade até mais rápida nos celulares.
Não faço uma fervorosa crítica sobre esse uso das redes sociais. Mas o que me desperta uma curiosidade é o interesse maior que as pessoas têm na notícia, na sua própria notícia. O jornalismo anda pairando por toda parte sem que as pessoas percebam. Todos querem relatar histórias, todos querem contar seus fatos cotidianos. O restaurante que aprovou ou não, a praia que frequentou, a loja que foi, o acidente que presenciou, a estadia no hospital que acabou sendo boa ou ruim. Sem contar com os comentários por cima das próprias notícias: exemplo disso foram as eleições, onde redes se transformaram em palanques por seus aliados e os próprios candidatos.
"No que você está pensando?" a frase do Facebook, estimula usuários a relatarem seu  cotidiano

E, embora eu tenho ido a fundo neste pensamento, é muito fácil provar tudo isso. Um repórter, por exemplo. É comum que ele avalie os critérios de noticiabilidade antes de levar uma notícia ao público, critérios que envolvem o novo, o extraordinário... Agora voltemos aos usuários das redes sociais. Antes de publicar alguma atividade ou alguma opinião em seus perfis, eles pensam: “Quem será que vai ler meupost?” ou “O que será mais interessante publicar agora? Essas fotos agradariam meus colegas?” Não se trata de um critério genericamente parecido com o do jornalismo formal? De atingir um público específico?

Fatos, opiniões e reação
Obviamente, devemos saber a diferença de interesses: o profissional do jornalismo tem a obrigação de levar aquilo que a população espera que ele leve, a informação de qualidade, enquanto o internauta só busca de uma maneira informal agradar quem o segue em seu perfil.
Enfim, a rede social talvez seja um exercício informal do jornalismo. Claro que nem sempre consciente e nem sempre fiel aos moldes tradicionais, mas ainda assim um exercício de contar fatos (relevantes ou não); trazer opiniões (coerentes ou não) e esperar ansiosamente a reação (ou curtidas e compartilhamentos) do público.

Aline Rodrigues Imercio
*texto publicado no site Observatório da Imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed728_um_exercicio_de_jornalismo

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Censura no poder social do jornalista



Passar informações ao cidadão comum. Essa é a função primordial do jornalismo e da mídia. Mas, repassar notícias é uma tarefa muito mais espetaculosa e trabalhosa, do que se pode imaginar. A responsabilidade de informar é também a responsabilidade de selecionar, o que deve ou não ser divulgado. E será que o sempre nos é repassado o que devemos saber?Talvez, nem sempre...

Recentemente alguns casos de jornalistas mortos vêm aparecendo, mortes que

ocorrem de maneira misteriosa e que podem ser ocasionadas por pessoas que não gostariam que a carreira desses jornalistas questionadores tivessem existido. Tudo isso, porque muitas vezes esses profissionais da verdade cumprem com seu papel de fazer desenvolver a sociedade, e de mostrar ao público o quanto os direitos são postos a fogo pelas próprias autoridades.

Tal fato faz com que pensemos que a mídia pode sim ter um papel muito impor

tante no desenvolvimento social, um papel de mostrar a verdade que muitos desejam que seja oculta. O que faz salientar que aquele desejo dos jornalistas iniciantes de “construir um mundo melhor”, pode sim fazer algum sentido. Mas, o problema está nos percalços que se pode encontrar pelo caminho. Os jornalistas chegam a serem mortos por ‘falarem’ ou “descobrirem’ demais.


A grande questão é que nossa sociedade se importa muito mais em formar trabalhadores braçais e operários do que pensadores e questionadores. E então é ai que a mídia e os grandes intelectuais entram, a fim de informarem e mostrarem que as bondades do governo poderiam ser muito mais firmes e não intencionárias.

Desenvolver a sociedade é formar pessoas que questionem o seu poder como cidadão, uma população que não se cala e sabe bem dos seus direitos. Porém, mais do que educar é preciso informar desse poder, e nem sempre isso é permitido. Informar o certo de direito significa mostrar o errado que está sendo feito, e nem sempre jornais, telejornais têm a coragem de denunciar e acabarem sendo inocentemente processados.


Aline Rodrigues Imercio

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cracolândia: Expulsar não é curar



Cavalaria da guarda militar, civis, pms e muitos jornalistas compunham o cenário de guerra para a invasão da Cracolândia em São Paulo, no dia 3 de janeiro. Uma região que há muito tempo acolhe usuários de crack e traficantes, mostrando o retrato de uma rua decadente. Mas a invasão dos policiais no combate ao tráfico da região, só vez com que esses usuários de despertassem desse local e se espalhassem pela capital paulistana.

Seria essa então a solução mais adequada para combater o uso de crack no Estado? Talvez seja parte da ação que deve ser feita para esse combate. Não é de hoje que muitos jornais e reportagens especiais mostram a tristeza que se tornou aquela região, com prédios invadidos, moradores sem sossego e seres humanos sem nenhuma esperança de reeguerem suas vidas. Sendo assim, invadir a Cracolândia e fazer com que ela mude esse quadro é altamente benéfico, porém não podemos esquecer que pessoas compunham esse quadro triste e jogar essas pessoas como se fossem entulhos em outra região a fim de, colocar a sujeira debaixo do tapete, é inaceitável.

O que assistimos hoje, dias após o início dessa invasão é justamente isso, a Cracolândia tornando-se um local mais agradável e os usuários de crack espalhados pela cidade realizando feiras para venda crack, furtos em diversos locais para manterem seus vícios e sendo afastados para outras praças quando a polícia percebem que eles estão “incomodando”.

Diante de tudo isso, a verdade é só uma não adianta tratar da aparência da cidade e não dar atenção de seus habitantes. Essas pessoas são antes de tudo, pessoas doentes, tomadas pelo vício, que entraram de forma errada nisso, mas que hoje estão completamente abandonadas pela sociedade e pelas autoridades. Portanto, hoje, é dever do estado não só colocá-los na cadeia e humilhá-los em praça pública, é dever mostrar um caminho alternativo de internação de qualidade e gratuita, porque verba para isso o Brasil tem sim.


Aline Rodrigues Imercio

sábado, 31 de dezembro de 2011

Balanço de 2011





Primavera Árabe e a descoberta do poder que tem um povo. Conflito na USP e a revolta dos jovens. Posse de Dilma, queda dos ministros e a indignação de um povo. Terremotos, Tsunami, Acidentes Nucleares e a incrível capacidade japonesa de reerguer uma nação. Desabamentos, enchentes e mortes nas grandes capitais brasileiras, o desespero da população.Obama no Brasil, segredos revelados pelo Wikileaks e a morte de Osama. Tragédia em Realengo, mente humana voltando contra sua irmandade. Casamento Real, casamento gay e o amor em todos eles. Perda do rei da Apple, morte da princesa do rock-blues. Tudo isso marcou o inesquecível ano de 2011.

Acreditar que em um ano teríamos nações árabes se revelando contra seus ditadores que permaneceram anos no poder é possível? Sim, se estivermos falando do poder virtual. O ano de 2011 foi marcado sim por diversas rebeldias sociais, mas grande parte dessa união social deu-se a uma ferramenta do século XXI, a internet. Campanhas foram lançadas e aprovadas no maior site de relacionamentos do mundo. Poderíamos até dizer, que se continuar ao exemplo de 2011, os outros anos serão marcados pela conscientização do povo, que chegará mais a internet e menos ao entretenimento, muitas vezes barato, da televisão.

E o que diríamos das tragédias? Dos desastres naturais e humanos que marcaram esse ano? Marcas que deixaram dor em amigos e familiares de vítimas inocentes e até mesmo de crianças. Ou ainda a indignação do povo em ver a tragédia do Ministério brasileiro, convocamos um executivo que confiamos e acabamos vendo verbas de turismo, esporte,trabalho todas desviadas escancaradamente.

Enfim, foi por essas e tantas outras razões que 2011 foi um ano marcante para o Brasil e o Mundo. Um ano em que novamente nos deparamos com a fome, com a impunidade, com a corrupção, mas um ano em que também pudemos enxergar a força da voz de uma nação. Que 2012 venha ainda mais forte e marcante positivamente!

Aline Rodrigues Imercio

*texto publicado no site Observatório da Imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed675_um_ano_inesquecivel

terça-feira, 12 de julho de 2011

A deficiente educação sustentável




“Ser sustentável’’ essa frase tornou-se quase um clichê de tão expressa em programas de televisão, rádio e campanhas. Mas, embora muitos saibam que a sustentabilidade é algo importante, parte da população ainda não sabe o que significa agir de maneira sustentável. Muitos nem ao menos sabem que esse termo está ligado a preservação dos recursos que exploramos do meio ambiente.

O Brasil, atualmente, por ser um dos países que mais possuem recursos naturais, possui muitos programas em prol da preservação ambiental. Porém, o país ainda peca quanto à formação de sua população a respeito desse tema. A proibição das sacolas plásticas para comercialização é um exemplo claro dessa questão, o país criou uma lei que proibirá o uso das sacolas em mercados , mas, não se preocupou em conscientizar a população sobre quais serão as mudanças com essa proibição, e quais alternativas os cidadãos poderão utilizar para substituir o uso das sacolas plásticas no descarte de lixo, por exemplo.


Conscientizar o cidadão para que ele possa ter atitudes sustentáveis é também fazer o país desenvolver. Em nosso país, por exemplo, o desemprego é uma realidade e um gigantesco problema social, mas , com o serviço informal de “carroceiro’’muitos moradores conseguem garantir o seu pão de cada dia, e conseguiriam ter um salário fixo e um desenvolvimento muito melhor, se o governo regularizasse a situação desses trabalhadores e desse a verdadeira valorização a quem faz um trabalho hoje destacado mundialmente, o da reciclagem.

Enfim, promover atitudes renováveis em um país é implantar leis de preservação, mas, é também fazer a população conhecer os benefícios que terá tratando de seu território. Cabe aos governantes fazerem políticas de planejamento que promovam a educação do brasileiro em relação às atitudes sustentáveis e promover a valorização da reciclagem. Só assim, informando, a tão já prometida política sustentável de reuso, reutilização e reciclagem, poderá ser posta em prática.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Acessibilizar para Socializar



Não é de hoje que a realidade dos deficientes é amplamente discutida no Brasil e no mundo. Só no Brasil, cerca de 15% da população sofre algum tipo de deficiência. Mas, embora nos últimos tempos a sociedade tenha se preparado mais para a participação do deficiente, eles ainda recebem pouca atenção e inclusão em nosso meio.

Nos últimos anos, o governo tem exigido mais que as empresas tenham um programa de empregabilidade para deficientes, construiu rampas de acesso das calçadas às ruas e tem intensificado a fiscalização a locais que não possuem as adaptações necessárias. Contudo, ainda vemos pouca atenção a instituições que ajudem o desenvolvimento e a melhoria do deficiente e que sejam governamentais e a algumas questões de acessibilidade até mesmo nas ruas.

O que o deficiente mais deseja atualmente é que ele possa se adaptar a realidade urbana sem que precise da ajuda de outros. Os deficientes visuais, por exemplo, hoje na Grande São Paulo se eles desejam atravessar uma rua têm que contar com a ajuda de terceiros que passem pelo local e tenham a boa vontade de auxiliá-los, uma realidade que poderia ser modificada se as autoridades do Estado empregassem o simples ato de instalar dispositivos sonoros que avisassem o momento de abertura e fechamento dos sinais.

Enfim, são pequenos atos que o governo pode tomar e que significam muito para que irá os usufruir. Exigir (mesmo que não vivamos na pele essa realidade), cobrar e colaborar com idéias de acessibilidade é a nossa missão. Cumprir com promessas e ajudar para que todos participem da sociedade é a missão de quem elegemos.

Aline Rodrigues Imercio

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Onde está a Paz?


Crianças mortas em pleno horário de aula sem qualquer justificativa, brigas entre adolescentes que acabam em mortes, assaltos seguidos de homicídios, esse é infelizmente o cenário que vemos nos país que dizem ser maravilhoso. A violência urbana vem crescendo em demasia no Brasil, com justificativas ou não, mata-se com uma frieza jamais vista.

O caso que abalou o povo brasileiro do atirador que entrou na escola Tasso da Silveira em Realengo, Rio de Janeiro e matou 11 crianças, levou muitos brasileiros a refletirem a que ponto o clima de guerra invadiu nosso país. Como disse o jornal Diário Pernambucano: “Foram 11 mortos e 190 milhões de feridos”. A população que já sofre com casos de desastres naturais que deixam tantas vítimas, não se conforma com o fato de um rapaz jovem ser capaz e ter a liberdade de invadir uma instituição de ensino que constrói sonhos e matar 11 deles.


E é diante de toda essa tristeza que devemos nos perguntar :Onde está a paz? E onde está a segurança do nosso pais? As mortes acontecem, a comoção nacional se instala, porém, logo nos esqueceremos desse fato e outros piores virão se nada for feito em prol da segurança nacional. Vivemos uma ditadura da violência, onde quem comanda não é a população e sim os criminosos que invadem nossas casas, tomam a vida de familiares e muitas vezes são punidos de maneira branda.


Em suma, o que devemos fazer é não se calar diante de toda essa violência, é preciso cobrar segurança em nosso país, é preciso abrir os olhos das autoridades para que mais que um dia ou uma semana em luto em homenagem as vítimas da violência, tenhamos uma prevenção para que casos piores não ocorram.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Gritos de liberdade dos povos árabes.Será que todos teriam essa coragem?



Ditadura para muitos ocidentais é sinônimo de repressão, de um regime autoritário que vigorou no passado e não tem mais espaço na atual sociedade democrática. Porém, o que muitos não sabem é que ainda existem fortes governos ditadores que fazem com que a população se submeta as suas vontades.
Exemplos claros dessa ditadura ainda vigente no mundo são os governos dos países árabes. Recentemente temos visto nos noticiários as freqüentes manifestações populares que ocorrem no mundo oriental para a derrubada de governos que perduram por mais de 20 anos. A Tunísia foi o país que deu inicio a essa sucessão de manifestações, o povo foi às ruas e derrubou o governo de Zine El Abidine Ben, que já durava há mais de 25 anos. Depois da Tunísia, foi a vez do Egito, que como assistimos, depois de diversas e violentas revoltas conseguiu derrubar o governo de Hosni Mubarak, que durou longos 30 anos.

As conseqüências de se lutar com um governo ditatorial são as mais severas: sites populares tem acesso bloqueado, programas televisivos são monitorados e muitos são mortos de maneira fria e misteriosa. Contudo, mesmo estando cientes de todos os perigos que corriam e que observaram na história mundial, os árabes não tiveram medo e decidiram lutar para que sua nação pudesse ser melhor e menos castigada pelo mal da repressão. E além de egípcios e tunisianos, outros manifestantes começam a aparecer como os da Jordânia e do Iêmen.

O que assistimos desses povos acaba sendo , portanto, um exemplo de garra e amor por sua nação vindo do mundo árabe. E tudo isso, nos faz pensar se em nações como a brasileira o povo seria capaz de reivindicar seus direitos que são roubados por governos corruptos e ditadores.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O problema dos desabamentos


Catástrofes, mortes em massa e pessoas desabrigadas, esse é o quadro que milhares de brasileiros vêem nos noticiários no início de ano. Mas, ao contrário do que algumas pessoas possam pensar, tamanhas tragédias de deslizamento de terras e cidades completamente destruídas não tem como causa principal as grandes chuvas de verão , e sim a falta de planejamento na ocupação das cidades.

Atualmente o Brasil possui um déficit habitacional que chega a 10 milhões, e tanta gente sem ter onde morar e tendo uma ajuda mínima do governo tem como resultado a construção de casas em regiões chamadas de risco, às margens de rios ou até mesmo no alto de serras e montanhas. A conseqüência dessas ocupações são os desmoronamentos e os deslizamentos de terra que matam tantas pessoas em meados de janeiro.

Porém, mesmo com as conseqüentes tragédias muito pouco se faz para retirar moradores carentes de áreas perigosas. Na última campanha eleitoral, por exemplo, falou-se muito pouco de projetos para a urbanização adequada do país e a prevenção de enchentes. Segundo o professor de engenharia da UFRJ,William Lacerda ,a solução para acabar com essas tragédias seria o governo realizar um mapeamento de risco e tomar medidas para que os moradores saiam dessas áreas, mas, segundo o professor, isso é uma medida que demoraria cerca de 20 anos e que deve ser progressiva de governo para governo, o que dificilmente ocorre.

Enfim, enquanto os governos federal e estadual não agirem conjuntamente para deter essas catástrofes que mais do que casas destroem vidas, o Brasil ainda continuará vendo o mesmo quadro se repetir todos os anos. É preciso cobrar dos governantes para que pessoas que ocupam áreas serranas possam ter alternativas de moradia.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Universidades públicas são para os mais carentes?


Estudar, estudar e estudar mais um pouquinho, essa é a rotina de um vestibulando que quer ingressar em uma badalada universidade pública. Porém, assim como muitos concursos o vestibular envolve toda uma história de aprendizado qualitativo, que quando é conquistado em escolas públicas deixa a desejar.


A idéia de se ter uma Universidade de ensino gratuito tem o objetivo inicial de ajudar aqueles que não podem custear os caros estudos, entrentanto a realidade que vemos atualmente é bem diferente. Podemos observar a quantidade de estudantes classe média alta matriculados nessas universidades , isso por conta do ensino escolar privado que permite à esses alunos garantirem uma vaga melhor nos dificílimos vestibulares de instituições pública, o que acaba limitando as vagas para os alunos que realmente precisam, os das classes mais carentes.


Além disso, outro agravante de toda essa situação é o grau de dificuldade que vestibulares como a FUVEST oferecem, são questões que dificilmente um aluno que veio de um ensino escolar público consegue resolver. O que salva esses alunos na hora de passar no vestibular são os cursinhos preparatórios, que garantem alguns pontinhos a mais na média por ensinarem todo o conteúdo dessas provas, contudo, vale lembrar que cursinhos pré-vestibular não são gratuitos.


Enfim, mesmo com os projetos de inclusão social que universidades como a USP veem criando para alunos carentes e com a bonificação que o ENEM vem dando para Universidades Federais, o engresso dos alunos de escolas públicas ainda é menor que a metade dos que vieram de escolas privadas .A grande solução para todo esse gigantesco problema seria o emprego de cotas em universidades públicas, priorizando o ingresso de alunos mais carentes e mudando o quadro que vemos atualmente de extrema desigualdade na educação de nosso país.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Opressão à justiça



Impunidade, segundo muitos dicionários, significa cometer um delito e não ser punido por tal. Algo que parece impossível em meio a uma sociedade onde se tem um poder judiciário, mas que acontece com uma freqüência absurda. Casos de pedófila, ou até mesmo de roubo da verba pública acabam no esquecimento judicial e na liberdade criminal.

Parece que, atualmente, no país, o criminoso não é julgado pelo crime que cometeu e sim pelo poder e status social que possui. Exemplos que
comprovem esse fato são o que não faltam como o
da jovem Angélica Aparecida que em 2006 roubou um pote de manteiga para dar o alimento a sua filha e foi presa imediatamente, enquanto o ex-diretor do jornal “O Estado de São Paulo”, Antonio Pimenta Neves, réu confesso do assassinato de sua namorada em 2000,demorou anos para ser julgado. Há ainda os exemplos de impunidade dos políticos, só nos últimos 19 anos foram 130 processos de crimes contra a administração públicas em que apenas 6 foram julgados e absolvidos.

Isso a que assistimos acaba sendo um festival de atos que estimulam a criminalidade, e que fazem muitos cometerem crimes hediondos com a esperança de serem só mais um dos tantos outros processos que existem no Supremos Tribunal Federal. O sentimento de estar conformado com a realidade assola muitos brasileiros, que por isso não se interessam em saber de que maneira um julgamento grave está sendo tratado, se não for de interesse próprio.

Enfim, existir delitos em uma sociedade é algo ,infelizmente, natural, o que é inaceitável é que muitos desses delitos não tenham a pena adequada. A imprensa já ajuda com a divulgação desses deslizes judiciários, cabe agora ao povo exigir justiça e às autoridades reconhecerem que “todos são iguais perante a lei”, como já diz a Constituição brasileira.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Legalizar é viciar?



Não são mais os Hippies nem a era “paz e amor” que defendem a descriminalização da maconha, atualmente, quem se engaja firmemente nesse protesto são figuras importantes na sociedade como intelectuais e o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso. Isso fez com que essa discussão aumentasse e fosse levada mais a sério, mas também propiciou grandes debates e revoltas de pessoas as quais alegam que isso trará ainda mais violência para o país.

Só no Brasil 8,8% da população já declaram ter usado pelo menos uma vez a maconha em sua vida, e no mundo o número de usuários da droga chega a 160 milhões de pessoas. Como todas essas pessoas consomem uma droga ilícita? Através do tráfico ilegal , que tem como conseqüências milhares de vítimas de bala perdida por ano. E é nesse ponto que os protestantes à favor da legalização da maconha querem chegar, para eles legalizar significa salvar milhares de vidas ou até mesmo poder usar a maconha como uma erva medicinal. Segundo FHC, por exemplo, legalizar a maconha não teria nada de mais, uma vez que drogas como o tabaco e o álcool ,que também podem ser viciosas, são consumidas livremente no país.

Mas, a legalização da maconha pode sim trazer diversos perigos à sociedade, afinal, tal aprovação aumentaria o uso da droga e conseqüentemente, os crimes a que muitos usuários se submeteriam para sustentarem seu vício. Além disso, não devemos esquecer que a maconha é uma droga que causa o vício,mas também traz diversos problemas a saúde de um indivíduo tais como: a perda de memória, problemas psíquicos e até mesmo esterilidade . A indústria ,inclusive aproveitar-se-ia, assim como se aproveita do livre consumo ao álcool, para criar logotipos e propagandas que estimulassem o uso da maconha.



Dessa forma, legalizar a maconha seria estimular o crescimento do número de internados e doentes pelo vício. O governo poderia amenizar essa situação, proibindo a emenda da legalização e aumentando a fiscalização dos traficantes, que já se tornaram mais poderosos do que a polícia. A droga deveria ser encarada como um mal, somente benéfica para a fabricação de medicamentos, e não como uma forma de relaxar e esquecer dos problemas,semelhante a fama que o álcool já conquistou.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O mal e o bem como exemplos contagiosos.

A infância é um período em que aprendemos a fazer tudo: andar, falar, ler, escrever, adquirir uma maneira de ver o mundo e, principalmente, como agir nele. Obviamente, não aprendemos tudo isso sozinhos e é para esses ensinamentos que contamos com a ajuda de nossos pais. Mas, atualmente muitos destes exemplos são negativos uma vez que, eles são também comandados pela sociedade.

Um exemplo clássico deste fato é a televisão, com o tempo ela ganhou cada vez mais espaço na sociedade e cativou mães,pais e filhos. Ultimamente, a criança passa cerca de 4 horas do seu dia em frente ao televisor, enxergando um mundo que na teoria , tudo pode ser fácil e na prática, é uma verdadeira ficção. Há também, a violência explícita em telejornais que são transmitidos em plena luz do dia e que dão duas noções para uma criança: ou de medo ou de querer fazer igual.

Outro argumento que deve ser levado em consideração é o do exemplo das autoridades do Estado. Afinal, sempre é possível ver estampado nas capas de jornais e revistas, algum escândalo envolvendo um político e seu golpe para desviar a tão suada verba pública. Ou então, algum caso que envolva um representante da Igreja, tanto por motivos de violência sexual quanto por exploração financeira dos fiéis. Tudo isso sem contar, é claro, com o exemplo dentro de casa que muitas vezes é desastroso para uma criança, por inúmeros motivos como a separação dos pais e vícios que trazem violência.

As conseqüência para uma criança que cresce com maus exemplos são as piores: amargura do mundo em que vive, depressão( uma das doenças mais comuns no mundo atual) e até se prende ao álcool ou a droga.Toda a sociedade contemporânea deveria se moldar para realmente mostrar bons exemplos e trazer adultos cada vez melhores, começando pelos passos mais decisivos: fazer o bem e ter honestidade.

Privar o real e selecionar o virtual


“São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas”, essa frase foi retirada do artigo 5° da Constituição democrática do Brasil que foi instaurada em 1989. Mas, com o tempo parece que ela vem se tornando cada vez fraca, principalmente quando o assunto é tecnologia digital. O acesso à Internet conquistado por milhões de pessoas, vem a tornando a vida de muitos um verdadeiro livro aberto, com direito a fotos e conversas expostas em seus perfis que podem ser vistos pelo mundo inteiro.


Espaços para publicar perfis e mensagens pessoais na Internet são o que não faltam, os mais acessados são o Orkut, famosa rede social do site Google, que permite ações como adicionar amigos e participar de comunidades ; o Twitter , rede onde a todo minuto as pessoas podem dizer o que estão fazendo ou o que pensam em poucos caracteres e o Myspace, focado em bandas que desejam divulgar suas músicas na Internet. E esses sites conquistam cerca de 75% a 80% dos internautas, que dizem acessar tais redes por ser uma forma divertida de passar o tempo livre. Segundo, o sociólogo canadense Barry Wellman o que mais nos atrai para as redes sociais é a liberdade que temos para expormos nossa privacidade sem que sejamos surpreendidos pela reação pessoal do espectador.

Mas, a exposição da vida privada na Internet não fica só na distração ou diversão, ela se torna caso sério quando são relatados casos de pedofilia ou até mesmo seqüestro. De acordo com o Ministério Público Federal, de 2007 a 2008 as denúncias de crimes na Internet cresceram 312% só no Brasil, sendo que a maioria delas é de pedofilia. Porém de cada 20 denúncias apenas 4 pessoas são presas, porque somente acesso ao rastreamento do computador o criminoso utilizou ainda é muito vago para as investigações. Muitas empresas, como o próprio Orkut já possuem hoje uma ferramenta para relatar abusos, o que se tornou bnéfico, além também de propiciarem a seus usuários ferramentas que os façam escolher quem poderá ter acesso às suas informações.

Em suma, o mundo cibernético nos traz muitas vantagens como de fazer novas amizades ou até mesmo conquistar um espaço na mídia, porém ele também pode trazer graves crimes que acarretam em grandes traumas. Cabe a cada um ter um maior controle nas informações expostas, aos pais regrarem o acesso de seus filhos e a segurança do Estado se aprofundar nas investigações de crimes da Internet, para que assim as pessoas possam usufruir de tais benefícios.

domingo, 29 de novembro de 2009