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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Um exercício de jornalismo?


Há muito tempo venho observando esse fascínio de todos pelas redes sociais – são amigos da faculdade, colegas mais próximos e até aqueles com que esbarro nos vagões do metrô. Todos vidrados na internet, que agora tem potencialidade até mais rápida nos celulares.
Não faço uma fervorosa crítica sobre esse uso das redes sociais. Mas o que me desperta uma curiosidade é o interesse maior que as pessoas têm na notícia, na sua própria notícia. O jornalismo anda pairando por toda parte sem que as pessoas percebam. Todos querem relatar histórias, todos querem contar seus fatos cotidianos. O restaurante que aprovou ou não, a praia que frequentou, a loja que foi, o acidente que presenciou, a estadia no hospital que acabou sendo boa ou ruim. Sem contar com os comentários por cima das próprias notícias: exemplo disso foram as eleições, onde redes se transformaram em palanques por seus aliados e os próprios candidatos.
"No que você está pensando?" a frase do Facebook, estimula usuários a relatarem seu  cotidiano

E, embora eu tenho ido a fundo neste pensamento, é muito fácil provar tudo isso. Um repórter, por exemplo. É comum que ele avalie os critérios de noticiabilidade antes de levar uma notícia ao público, critérios que envolvem o novo, o extraordinário... Agora voltemos aos usuários das redes sociais. Antes de publicar alguma atividade ou alguma opinião em seus perfis, eles pensam: “Quem será que vai ler meupost?” ou “O que será mais interessante publicar agora? Essas fotos agradariam meus colegas?” Não se trata de um critério genericamente parecido com o do jornalismo formal? De atingir um público específico?

Fatos, opiniões e reação
Obviamente, devemos saber a diferença de interesses: o profissional do jornalismo tem a obrigação de levar aquilo que a população espera que ele leve, a informação de qualidade, enquanto o internauta só busca de uma maneira informal agradar quem o segue em seu perfil.
Enfim, a rede social talvez seja um exercício informal do jornalismo. Claro que nem sempre consciente e nem sempre fiel aos moldes tradicionais, mas ainda assim um exercício de contar fatos (relevantes ou não); trazer opiniões (coerentes ou não) e esperar ansiosamente a reação (ou curtidas e compartilhamentos) do público.

Aline Rodrigues Imercio
*texto publicado no site Observatório da Imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed728_um_exercicio_de_jornalismo

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Censura no poder social do jornalista



Passar informações ao cidadão comum. Essa é a função primordial do jornalismo e da mídia. Mas, repassar notícias é uma tarefa muito mais espetaculosa e trabalhosa, do que se pode imaginar. A responsabilidade de informar é também a responsabilidade de selecionar, o que deve ou não ser divulgado. E será que o sempre nos é repassado o que devemos saber?Talvez, nem sempre...

Recentemente alguns casos de jornalistas mortos vêm aparecendo, mortes que

ocorrem de maneira misteriosa e que podem ser ocasionadas por pessoas que não gostariam que a carreira desses jornalistas questionadores tivessem existido. Tudo isso, porque muitas vezes esses profissionais da verdade cumprem com seu papel de fazer desenvolver a sociedade, e de mostrar ao público o quanto os direitos são postos a fogo pelas próprias autoridades.

Tal fato faz com que pensemos que a mídia pode sim ter um papel muito impor

tante no desenvolvimento social, um papel de mostrar a verdade que muitos desejam que seja oculta. O que faz salientar que aquele desejo dos jornalistas iniciantes de “construir um mundo melhor”, pode sim fazer algum sentido. Mas, o problema está nos percalços que se pode encontrar pelo caminho. Os jornalistas chegam a serem mortos por ‘falarem’ ou “descobrirem’ demais.


A grande questão é que nossa sociedade se importa muito mais em formar trabalhadores braçais e operários do que pensadores e questionadores. E então é ai que a mídia e os grandes intelectuais entram, a fim de informarem e mostrarem que as bondades do governo poderiam ser muito mais firmes e não intencionárias.

Desenvolver a sociedade é formar pessoas que questionem o seu poder como cidadão, uma população que não se cala e sabe bem dos seus direitos. Porém, mais do que educar é preciso informar desse poder, e nem sempre isso é permitido. Informar o certo de direito significa mostrar o errado que está sendo feito, e nem sempre jornais, telejornais têm a coragem de denunciar e acabarem sendo inocentemente processados.


Aline Rodrigues Imercio

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cracolândia: Expulsar não é curar



Cavalaria da guarda militar, civis, pms e muitos jornalistas compunham o cenário de guerra para a invasão da Cracolândia em São Paulo, no dia 3 de janeiro. Uma região que há muito tempo acolhe usuários de crack e traficantes, mostrando o retrato de uma rua decadente. Mas a invasão dos policiais no combate ao tráfico da região, só vez com que esses usuários de despertassem desse local e se espalhassem pela capital paulistana.

Seria essa então a solução mais adequada para combater o uso de crack no Estado? Talvez seja parte da ação que deve ser feita para esse combate. Não é de hoje que muitos jornais e reportagens especiais mostram a tristeza que se tornou aquela região, com prédios invadidos, moradores sem sossego e seres humanos sem nenhuma esperança de reeguerem suas vidas. Sendo assim, invadir a Cracolândia e fazer com que ela mude esse quadro é altamente benéfico, porém não podemos esquecer que pessoas compunham esse quadro triste e jogar essas pessoas como se fossem entulhos em outra região a fim de, colocar a sujeira debaixo do tapete, é inaceitável.

O que assistimos hoje, dias após o início dessa invasão é justamente isso, a Cracolândia tornando-se um local mais agradável e os usuários de crack espalhados pela cidade realizando feiras para venda crack, furtos em diversos locais para manterem seus vícios e sendo afastados para outras praças quando a polícia percebem que eles estão “incomodando”.

Diante de tudo isso, a verdade é só uma não adianta tratar da aparência da cidade e não dar atenção de seus habitantes. Essas pessoas são antes de tudo, pessoas doentes, tomadas pelo vício, que entraram de forma errada nisso, mas que hoje estão completamente abandonadas pela sociedade e pelas autoridades. Portanto, hoje, é dever do estado não só colocá-los na cadeia e humilhá-los em praça pública, é dever mostrar um caminho alternativo de internação de qualidade e gratuita, porque verba para isso o Brasil tem sim.


Aline Rodrigues Imercio

sábado, 31 de dezembro de 2011

Balanço de 2011





Primavera Árabe e a descoberta do poder que tem um povo. Conflito na USP e a revolta dos jovens. Posse de Dilma, queda dos ministros e a indignação de um povo. Terremotos, Tsunami, Acidentes Nucleares e a incrível capacidade japonesa de reerguer uma nação. Desabamentos, enchentes e mortes nas grandes capitais brasileiras, o desespero da população.Obama no Brasil, segredos revelados pelo Wikileaks e a morte de Osama. Tragédia em Realengo, mente humana voltando contra sua irmandade. Casamento Real, casamento gay e o amor em todos eles. Perda do rei da Apple, morte da princesa do rock-blues. Tudo isso marcou o inesquecível ano de 2011.

Acreditar que em um ano teríamos nações árabes se revelando contra seus ditadores que permaneceram anos no poder é possível? Sim, se estivermos falando do poder virtual. O ano de 2011 foi marcado sim por diversas rebeldias sociais, mas grande parte dessa união social deu-se a uma ferramenta do século XXI, a internet. Campanhas foram lançadas e aprovadas no maior site de relacionamentos do mundo. Poderíamos até dizer, que se continuar ao exemplo de 2011, os outros anos serão marcados pela conscientização do povo, que chegará mais a internet e menos ao entretenimento, muitas vezes barato, da televisão.

E o que diríamos das tragédias? Dos desastres naturais e humanos que marcaram esse ano? Marcas que deixaram dor em amigos e familiares de vítimas inocentes e até mesmo de crianças. Ou ainda a indignação do povo em ver a tragédia do Ministério brasileiro, convocamos um executivo que confiamos e acabamos vendo verbas de turismo, esporte,trabalho todas desviadas escancaradamente.

Enfim, foi por essas e tantas outras razões que 2011 foi um ano marcante para o Brasil e o Mundo. Um ano em que novamente nos deparamos com a fome, com a impunidade, com a corrupção, mas um ano em que também pudemos enxergar a força da voz de uma nação. Que 2012 venha ainda mais forte e marcante positivamente!

Aline Rodrigues Imercio

*texto publicado no site Observatório da Imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed675_um_ano_inesquecivel

terça-feira, 12 de julho de 2011

A deficiente educação sustentável




“Ser sustentável’’ essa frase tornou-se quase um clichê de tão expressa em programas de televisão, rádio e campanhas. Mas, embora muitos saibam que a sustentabilidade é algo importante, parte da população ainda não sabe o que significa agir de maneira sustentável. Muitos nem ao menos sabem que esse termo está ligado a preservação dos recursos que exploramos do meio ambiente.

O Brasil, atualmente, por ser um dos países que mais possuem recursos naturais, possui muitos programas em prol da preservação ambiental. Porém, o país ainda peca quanto à formação de sua população a respeito desse tema. A proibição das sacolas plásticas para comercialização é um exemplo claro dessa questão, o país criou uma lei que proibirá o uso das sacolas em mercados , mas, não se preocupou em conscientizar a população sobre quais serão as mudanças com essa proibição, e quais alternativas os cidadãos poderão utilizar para substituir o uso das sacolas plásticas no descarte de lixo, por exemplo.


Conscientizar o cidadão para que ele possa ter atitudes sustentáveis é também fazer o país desenvolver. Em nosso país, por exemplo, o desemprego é uma realidade e um gigantesco problema social, mas , com o serviço informal de “carroceiro’’muitos moradores conseguem garantir o seu pão de cada dia, e conseguiriam ter um salário fixo e um desenvolvimento muito melhor, se o governo regularizasse a situação desses trabalhadores e desse a verdadeira valorização a quem faz um trabalho hoje destacado mundialmente, o da reciclagem.

Enfim, promover atitudes renováveis em um país é implantar leis de preservação, mas, é também fazer a população conhecer os benefícios que terá tratando de seu território. Cabe aos governantes fazerem políticas de planejamento que promovam a educação do brasileiro em relação às atitudes sustentáveis e promover a valorização da reciclagem. Só assim, informando, a tão já prometida política sustentável de reuso, reutilização e reciclagem, poderá ser posta em prática.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Acessibilizar para Socializar



Não é de hoje que a realidade dos deficientes é amplamente discutida no Brasil e no mundo. Só no Brasil, cerca de 15% da população sofre algum tipo de deficiência. Mas, embora nos últimos tempos a sociedade tenha se preparado mais para a participação do deficiente, eles ainda recebem pouca atenção e inclusão em nosso meio.

Nos últimos anos, o governo tem exigido mais que as empresas tenham um programa de empregabilidade para deficientes, construiu rampas de acesso das calçadas às ruas e tem intensificado a fiscalização a locais que não possuem as adaptações necessárias. Contudo, ainda vemos pouca atenção a instituições que ajudem o desenvolvimento e a melhoria do deficiente e que sejam governamentais e a algumas questões de acessibilidade até mesmo nas ruas.

O que o deficiente mais deseja atualmente é que ele possa se adaptar a realidade urbana sem que precise da ajuda de outros. Os deficientes visuais, por exemplo, hoje na Grande São Paulo se eles desejam atravessar uma rua têm que contar com a ajuda de terceiros que passem pelo local e tenham a boa vontade de auxiliá-los, uma realidade que poderia ser modificada se as autoridades do Estado empregassem o simples ato de instalar dispositivos sonoros que avisassem o momento de abertura e fechamento dos sinais.

Enfim, são pequenos atos que o governo pode tomar e que significam muito para que irá os usufruir. Exigir (mesmo que não vivamos na pele essa realidade), cobrar e colaborar com idéias de acessibilidade é a nossa missão. Cumprir com promessas e ajudar para que todos participem da sociedade é a missão de quem elegemos.

Aline Rodrigues Imercio

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Onde está a Paz?


Crianças mortas em pleno horário de aula sem qualquer justificativa, brigas entre adolescentes que acabam em mortes, assaltos seguidos de homicídios, esse é infelizmente o cenário que vemos nos país que dizem ser maravilhoso. A violência urbana vem crescendo em demasia no Brasil, com justificativas ou não, mata-se com uma frieza jamais vista.

O caso que abalou o povo brasileiro do atirador que entrou na escola Tasso da Silveira em Realengo, Rio de Janeiro e matou 11 crianças, levou muitos brasileiros a refletirem a que ponto o clima de guerra invadiu nosso país. Como disse o jornal Diário Pernambucano: “Foram 11 mortos e 190 milhões de feridos”. A população que já sofre com casos de desastres naturais que deixam tantas vítimas, não se conforma com o fato de um rapaz jovem ser capaz e ter a liberdade de invadir uma instituição de ensino que constrói sonhos e matar 11 deles.


E é diante de toda essa tristeza que devemos nos perguntar :Onde está a paz? E onde está a segurança do nosso pais? As mortes acontecem, a comoção nacional se instala, porém, logo nos esqueceremos desse fato e outros piores virão se nada for feito em prol da segurança nacional. Vivemos uma ditadura da violência, onde quem comanda não é a população e sim os criminosos que invadem nossas casas, tomam a vida de familiares e muitas vezes são punidos de maneira branda.


Em suma, o que devemos fazer é não se calar diante de toda essa violência, é preciso cobrar segurança em nosso país, é preciso abrir os olhos das autoridades para que mais que um dia ou uma semana em luto em homenagem as vítimas da violência, tenhamos uma prevenção para que casos piores não ocorram.